Registo

Outros nomes da raçaMastim Francês

GrupoGrupo 2 - Pinschers, Schnauzers, Molossóides, Cães de Montanha e Boieiros Suiços

Secção do grupoSecção 2.1 - Molossóides

País de origemFrança

Data de origemXIV

Primeira utilidadeCaça grossa, luta e guarda

Características principaisDestemido e determinado

TamanhoGrande

Peso> 45 kg

Altura58 - 68 cm

PelagemCurta

Esperança média de vida8 anos

Nivel energéticoMédio

Nível de brincadeiraMédio

Nível de afectoElevado

Exercício necessárioMédio

Experiência do dono com cãesElevado

Cuidados com a pelagemBaixo

Foto Dogue de Bordéus

Sabia que

O Dogue de Bordéus quase foi extincto durante a segunda guerra mundial e a raça só ganhou popularidade após a estréia do filme "Uma dupla quase perfeita".

As fotografias não enganam: o Dogue de Bordéus é um cão poderoso e um excelente cão de guarda. Valente, destemido e autoconfiante, ele não precisa de um ajudante para defender a sua família ou o seu território. São, por isso, cães que ladram pouco e mesmo na iminência de um ataque só ladram caso haja uma razão bastante forte.

Como molossos que são, os Dogues de Bordéus têm nervos de aço e o seu porte musculado e a sua cara de “poucos amigos” garantem-lhe um poder de dissuasão quase incomparável. Por isso mesmo, os Dogues de Bordéus são cães que não têm que provar nada aos outros cães e evitam “armar” confusões, a menos que sejam desafiados.

Com humanos, e em especial com a sua família, o Dogue de Bordéus é um cão charmoso, amigável e afectuoso. Adora estar rodeado de humanos e para ele uma família nunca é demasiado grande – quanto mais crianças melhor! De facto, é um óptimo companheiro das crianças pois é dotado de uma paciência infindável aturando bem até as brincadeiras mais brutas (ex. puxar a cauda). O Dogue gosta inclusive de participar em jogos de meninas em que se fantasiam com roupa e chapéus!

A sua personalidade é balanceada, quieta e calma. Mas não o confunda com um cão que não gosta de brincar! O Dogue de Bordéus não é hiperactivo, mas está sempre pronto para a brincadeira, mesmo quando a idade já pesa. Ir atrás de uma bola pode ser demasiado trabalho para um Dogue, mas esse mesmo cão será incansável se tiver que conquistar uma toalha velha.

Esta ânsia de brincar é mais evidente quando o Dogue é cachorro. Mas atenção: por ser uma raça de grande porte, o crescimento é rápido e é necessário dar descanso suficiente ao cachorro para que os ligamentos e tendões se formem como desejável. Quanto mais puxar pelo seu cachorro, mais puxará da carteira para custos de veterinário.

Os Dogues dão-se bem com outros animais da família e, se foram introduzidos desde cedo, podem-se até tornar bons amigos de gatos, pássaros ou outros cães – claro, dependendo da personalidade de cada indivíduo! No entanto pode haver problemas com machos que tenham personalidades dominantes e, geralmente, recomenda-se ter em casa cães do sexo oposto. Se ainda assim quer ter dois Dogues machos tente manter a diferença de idades o maior possível. Poucos cachorros irão desafiar a autoridade de um macho mais velho e aprenderão mais facilmente sob a orientação do veterano.

A grande dominância territorial do Dogue de Bordéus exige sociabilização e treino. Como qualquer cão, a percepção do Dogue às ameaças devem ser reais, ou seja, este deve conseguir distinguir o que é realmente uma ameaça do que não é, e cabe a si, enquanto dono, explicar-lhe isso. Para tal, uma boa sociabilização é essencial e esta começa não só quando o cão lhe é entregue mas também quando o cachorro ainda está com o criador, daí mais um motivo para escolher um criador responsável.

Como vê, o Dogue de Bordéus é um cão que exige um dono experiente, por isso se este vai ser o seu primeiro cão, talvez esta não seja a melhor opção.