Registo

GrupoGrupo 6 - Sabujos e afins

Secção do grupoSecção 3 - Raças relacionadas

País de origemCroácia

Data de origemXVI

Primeira utilidadeCão de carga

Características principaisAmigável e activo

TamanhoMédio, Grande

Altura54 - 62 cm

PelagemCurta

Esperança média de vida14 anos

Nivel energéticoElevado

Nível de brincadeiraMédio

Nível de afectoMédio

Exercício necessárioElevado

Experiência do dono com cãesBaixo

Cuidados com a pelagemMédio

Foto Cão da Dalmácia

Sabia que

Os Dálmatas nascem totalmente brancos e só à medida que crescem é que ganham as suas pintas tão características.

Antes de adquirir um Cão da Dalmácia, ou Dálmata como é normalmente conhecido, conheça mais sobre a raça, contacte criadores e veja se realmente este é o cão ideal para si. Nunca o leve para casa só porque adorou os 101 Dálmatas ou porque têm “muita pinta”. A realidade é: os cães crescem, não falam e requerem muito trabalho e responsabilidade!

O Dálmata é bastante energético, sociável, brincalhão e inteligente, por isso, precisa de um dono que lhe possa disponibilizar exercício suficiente físico mas também mental. A sua inteligência faz com que por vezes sejam pensadores independentes e, por isso, fazer obediência pode ser uma boa opção para donos inexperientes da raça. Uma das actividades que o Dálmata mais aprecia é mesmo a corrida, que se deve ao seu passado histórico em que corria ao lado das carruagens da alta burguesia durante muitos quilómetros, alertando para a presença de possíveis salteadores. Leve-o até ao parque para uma corrida ou passeio de bicicleta, ou faça com ele Agility ou Flyball, ele vai alegremente acompanhá-lo em qualquer ocasião.

E se para muitos ter um Dálmata é um sonho, para um dono inexperiente que não conheça o temperamento do Dálmata, este pode tornar-se o seu pior pesadelo. Ou seja, se não tiver tempo nem disponibilidade para exercitar o seu Dálmata, este vai acabar por ficar aborrecido e arranjar o seu próprio entretenimento, que muito certamente será destruir a sua casa. Por outro lado, se o seu Dálmata tiver acesso a um grande jardim para correr com brinquedos e obstáculos para brincar, entretém-se com facilidade – mas, claro, ele irá sempre preferir brincar com o seu dono.

Como todos os cães, é importante proporcionar ao seu Dálmata muitas oportunidades de sociabilização, quer com outros cães quer com pessoas. Em relação às crianças, lembre-se que este é muito activo e, por isso, se tem crianças muito pequenas pode intimidá-las ou mesmo magoá-las inconscientemente. No entanto, para crianças mais velhas, que saibam como respeitar um animal, são óptimos companheiros.

Uma característica que se verifica frequentemente na raça é o seu “sorriso”: enrola os lábios e mostra os dentes. Quem não conhece esta particularidade muitas vezes confunde-a com um rosnado (ainda que o Dálmata não emita som!). O “sorriso” é a reacção que alguns Dálmatas têm para mostrar submissão ou quando pensam que estão em sarilhos. De facto, talvez saibam que ao expressar uma reacção facial positiva os seus donos terão muita dificuldade em expressar uma reacção negativa – e cientificamente estão certos!

O pêlo curto do Dálmata mantém-se limpo facilmente mas, no entanto, é muito denso o que por um lado é agradável pois faz com que tenha uma textura aveludada, mas por outro lado, liberta-se continuamente. Os cuidados são básicos mas também frequentes (uma escovadela diária irá minimizar a queda). Durante a muda de estação, a queda torna-se mais abundante. Especialistas da raça dizem na brincadeira que os Dálmatas libertam pêlo duas vezes por ano: seis meses na Primavera e seis meses no Outono. Se não quiser ter esta preocupação ou se sofre de alergias, então é melhor escolher outra raça.

Se está decido em ter um Dálmata, procure e visite criadores responsáveis. Estudos científicos alertam para o problema de surdez dos Dálmatas dizendo mesmo que 30 % dos Dálmatas têm deficiências (dos 4.500 cães estudados). Esta estatística é alarmante e parece que nenhuma linhagem está livre desta doença. De forma a suprimir a surdez, só cães livres da doença é que devem cruzar, por isso esteja consciente desta patologia quando for adquirir o seu Dálmata – peça exames de saúde ao criador e analise o temperamento dos progenitores.