Registo
Foto Lojas de animais em Chicago proibidas de vender animais de criação

O Conselho da cidade de Chicago, no Estado de Illinois (EUA), aprovou uma lei que vai proibir as lojas de animais de comercializarem cães, gatos e coelhos criados em “puppy mills” (fábricas de animais de companhia). A partir de Março de 2015, os animais vendidos nas lojas daquela cidade devem vir de um canil ou associação.

“Muitas vezes as pessoas são seduzidas pelos cachorros adoráveis que estão do outro lado da vitrine, sendo de tal modo influenciadas que fazem compras impulsivas”, afirma Susana Mendonza, uma das responsáveis pelo projecto que originou a lei, The Puppy Mill Project. "Estes animais são frutos de muitos cruzamentos inbreeding (cruzamento entre familiares próximos, linhas de sangue muito "fechadas"), não foram criados convenientemente, têm problemas de saúde e comportamentais (ler artigo: Cães de criadores vs lojas de animais). Os consumidores são enganados por estas lojas de animais e pagam um preço emocional elevado para levar para casa um animal debilitado.”

Illinois será o primeiro estado a banir esta actividade pois é considerado uma das principais fontes de puppy mills.

A fundadora do projecto The Puppy Mill Project, Cari Meyers, conta - “há vários anos atrás quando comecei a ler sobre puppy mills não consegui acreditar que era algo legal e que esta indústria não era controlada. Sempre que ouvimos um caso de um animal maltratado, ficamos tristes e revoltados. Mas quando são 300 ou 500 de uma vez, como é que conseguimos suportar isto?”

“Os consumidores não fazem a mínima ideia de onde é que estes cães vêm”, acrescenta Meyers. “É-lhes dito que vêm de criadores responsáveis e que são animais saudáveis. No entanto, inúmeras pessoas sabem a verdadeira origem destes animais mas compram-nos com a desculpa que tinham de salvá-los porque senão acabariam por morrer”.

Além de proteger os consumidores de comprarem cachorros vindos de puppy mills, esta medida visa salvar a vida dos animais. Há criadores mais pequenos que também deram a cara contra a criação desmedida e venda em lojas de animais.

“O nosso objectivo nunca foi acabar com o negócio das lojas de animais”, refere Meyers. “Nós gostaríamos de trabalhar com as lojas para ajudá-las a encontrar um modelo de adopção que se encaixe. Isto irá salvar vidas de milhares de animais, e também vai negar o apoio à crueldade em larga escala que é a base das fábricas de animais de companhia”.

Fonte: Chicago Now