Registo
Foto Air Berlin paga indemnização pela morte de um cão

O dono de Nano, um Bulldog inglês que morreu vítima de golpe de calor em Julho durante uma viagem da Air Berlin, foi finalmente recompensado após ter levantado uma acção em tribunal contra a companhia aérea. A Air Berlin preferiu não ir a tribunal e pagou a indeminização total de 2635 euros exigida pelo dono. 

A última vez que o espanhol Francisco Javier Ramos viu o seu Bulldog Inglês Nano vivo foi num dia de verão tórrido em Julho antes do animal embarcar em Sevilha no voo da Air Berlin. Nano morreu devido a um golpe de calor depois dos trabalhadores o deixarem exposto ao sol durante uma hora na plataforma dos aviões.

A empresa Reclamador.es, que representou Javier neste caso, apresentou uma acção contra a Air Berlin exigindo uma indeminização de 2635 euros para o dono do cão.

Esta entidade relatou que a preocupação do dono começou uma hora antes do embarque, quando o operador que recolheu o animal se recusou a colocar uma tigela com água no interior da transportadora, apesar das elevadas temperaturas. De acordo com o funcionário, as regras de funcionamento não o permitiriam.

Javier relata que viu das janelas dos portões de embarque o seu cão: “ia numa transportadora sem nenhum toldo ou qualquer protecção contra o sol”. Quando chegou a Palma, o passageiro esperou pela transportadora mas sem sucesso.

Depois de quinze minutos de espera e sem quaisquer explicações do que poderia estar a acontecer ou ter acontecido, para evitar escândalo público Javier a equipa de Air Berlin levou-o para um local mais reservado. Nervoso com a situação, Javier exigiu repetidamente que lhe trouxessem o seu cão. Poucos minutos depois, apresentaram-lhe o cadáver de Nano oferecendo-lhe posteriormente um desconto de 100 euros numa próxima viagem...

Javi e Nano

Ofendido, Javier levou a cabo uma acção com o objectivo não só de fazer justiça pela morte de Nano mas também de alertar e consciencializar as companhias aéreas de que é necessário rever os protocolos de transporte dos animais.

"Consideramos que as companhias aéreas devem garantir condições óptimas para a transferência de animais de estimação", diz Pablo Rabanal, o CEO do Reclamador.es, referindo as declarações de Javier: "Foi tratado como um objecto, um saco, ao invés de um ser vivo que era."
 

Perante as exigências de Javier, e após confirmação da causa da morte de Nano, a Air Berlin reconheceu a sua responsabilidade na morte do animal e chegou a um acordo amigável com a empresa espanhola.

Pablo Rabanal diz que não é tanto uma vitória económica mas mais uma vitória moral e ética, pois o caso teve grande impacto a nível dos media e redes sociais.

Fonte: antena3theleader