Registo
Foto 60 cães de uma associação foram roubados

Actualização (09/11/2013)

Nove cães que estavam desaparecidos foram recuperados esta manhã. "Infelizmente um dos animais estava morto e pelo aspecto foi atacado, não pelos outros cães que se encontravam com ele mas muito provavelmente por uma raposa ou num animal do género", relata uma das voluntárias. Encontravam-se num pinhal.

A associação apela mais uma vez para famílias de acolhimento temporário (FATs) que possam ficar com os animais até o canil ficar pronto (cerca de três semanas).

A Associação Protetora dos Animais Abandonados de Fátima (APAAF) tinha, desde há cinco anos, 60 cães instalados num terreno sem proprietário. Durante este período a associação tentou legalizar o terreno, sem sucesso.

Segundo Maria do Céu Romeiro, presidente da APAAF, este terreno terá sido apropriado por José Vargas, que se responsabilizou por tratar e alimentar os cães em troca de um pagamento fixo. José Vargas, apesar de não possuir qualquer prova de ser o dono do terreno, começou a pressionar a APAAF a comprar-lhe o espaço. A APAAF explicou ao Doglink que o terreno não poderia ser comprado visto que não se encontra legalizado e que José Vargas não tem direito ou legitimidade para vender algo que não lhe pertence.

Visto não ter sido possível vender o terreno à APAAF, José Vargas começou a ameaçar fazer mal aos cães e aos voluntários da Associação. Há algumas semanas atrás o ultimato foi feito: a associação teria que se mudar até dia 29 de Outubro, caso contrário, os animais seriam colocados na rua.

Maria do Céu Romeiro, presidente da APAAF, explicou ao Doglink que já encontrou um outro espaço com capacidade para os 60 animais (um antigo aviário), em S. Mamede (Batalha) mas "o espaço precisa de obras para acolher os animais, que estão dependentes da disponibilidade dos construtores, que vão fazer o trabalho por solidariedade”, frisa a presidente. “Realojá-los também era complicado pois não se tratavam de 6 cães, mas 6 dezenas”, acrescenta. Pediu, por isso, mais tempo a José Vargas mas este sempre se mostrou determinado na sua decisão.

No dia 5 de Novembro, quando os funcionários chegaram ao abrigo todos os cães haviam sido removidos. “Não sabemos para onde os levaram, o que lhes fizeram... estamos desesperados”, disse emocionada Maria do Céu.

A associação pede agora ajuda para encontrar os animais: “Precisamos urgentemente de Voluntários responsáveis para ajudarem a procurar os animais na zona da Atouguia, Escandarão, Quinta da Sardinha e áreas circundantes. Somos apenas duas voluntárias e ambas trabalhamos ao fim de semana, pelo que nos é extremamente complicado conseguir ir procurá-los com a insistência que desejaríamos”.

A associação também procura famílias de acolhimento temporário que estejam disponíveis a ficarem com os animais até o novo abrigo estar pronto – prevê-se que fique pronto dentro de três semanas. Como ainda nenhum dos animais foi visto, Maria do Céu receia que José Vargas os tenha abatido.

Independentemente de se ser proprietário de um terreno, que parece nem ser o caso, jamais uma pessoa tem legitimidade para desaparecer, maltratar ou abandonar qualquer animal. A APAAF já fez queixa crime junto das autoridades e espera que estas actuem firmemente e que a sua punição possa servir exemplo a outros casos.

Se alguém avistar cães nas zonas referidas, informe imediatamente a associação através do telefone:

918453070

Muito obrigado!

 

 

Ficam as fotos de alguns dos animais desaparecidos:

Blimunda (esquerda) e Xitara (direita), ambas com cerca de 2 anos, vacinadas e desparasitadas.

Chocapic (esquerda) cadela com cerca de dois anos e meio, vacinada e desparasitada. Bolt (direita) com cerca de dois anos, vacinado, castrado e desparasitado.

 

Fonte: APAAF